Maria Passeggi, Gilcilene Nascimento & Roberta de Oliveira
Apresentamos reflexões sobre as narrativas autobiográficas como fonte e método de investigação científica privilegiados para a pesquisa qualitativa em
Educação. Situamo-nos na perspectiva da Pesquisa (Auto)biográfica e da Psicologia Cultural para discutir procedimentos por nós utilizados em pesquisas
financiadas pelo CNPq, realizadas e em andamento, em diversos contextos educacionais. O eixo comum entre elas são os sentidos elaborados, narrativamente,
por crianças sobre suas experiências na escola e por professoras sobre suas
experiências em classes hospitalares. Focalizaremos dois desses procedimentos: as rodas de conversa com crianças e as entrevistas narrativas autobiográficas com as professoras em ambiente hospitalar. Procuraremos evidenciar os
aportes do uso das narrativas autobiográficas (orais) com relação ao rigor da
ética na pesquisa qualitativa e como forma de propiciar melhores condições
de reflexão na recolha das narrativas que constituirão os dados da pesquisa. Os
resultados vão no sentido do reconhecimento da palavra da criança e do adulto como sujeitos de direitos, capazes de narrar e refletir sobre suas próprias
experiências e de contribuírem para os avanços teóricos e metodológico da
pesquisa qualitativa em Educação.